Bem, a gente é muito amistosa, dizem que em especial com os estrangeiros. Chegamos num feriado em que se comemorava um dia para os evangélicos que já representam boa porcentagem da população que é predominantemente católica, visto a sua colonização pelos espanhóis. Lá tb tem uma tv evangélica com toda aquela ladainha de atrair os carentes com milagres e graças. A grande maioria das pessoas em Santiago, temaspecto de índios, os cabelos lisos e negros. É interessante notar como se vêm famílias andando pelas ruas, muitas crianças mas todas acompanhadas pelas famílias. Ficamos em um hotel no centro de Santiago, bem no centro e o que vimos acho que era basicamente a gente do povo. Já para o sul, existiu colonização alemã, e as pessoas já tem um outro estilo, mais europeizado. Mas foram sem dúvida, todos muito gentis.
Como tem brasileiro no Chile! Muito mexicano, argentinos, e outros em menor quantidade.
É uma cidade que valoriza sua história, com muitos monumentos, palácios, igrejas, ruas largas e praças. Pelo meio de Santiago corre um rio com águas proveniente das geleiras, está sendo tratado e as águas estão se tornando limpas.; é o Mapucho.
Pegamos um bus em Santiago e rodamos cerca de 1000 km para ir para a região dos Lagos, que é onde ficam as cidades de Puerto Varas e Pueto Montt. Lá chove quase o ano todo e é muito frio. Todas as casas são feitas em madeira de uma árvore chamada “alerce”, que é parente da Sequóia. Isto faz um visual muito bonito, dá uma idéia de cidades européias, com todo aquele clima frio e aquela chuva.
Fomos a Peulla, um lugarejo onde se chega de catamarã, atravessamos o lago de Todos os Santos, lindissimo, enorme. Peulla é uma cidadezinha de 180 habitantes com algumas casas e um hotel lindíssimo. O passeio que deveríamos ter feito mas não fizemos por falta de informação, seria, deste ponto, irmos a Bariloche, que fica a apenas 20 km, dali! Em vez de voltarmos para Santiago, iríamos para Bariloche e em seguida para Buenos Aires de onde voltaríamos para o Brasil.
Naquela região visitamos também os saltos de Petrohue, onde as pedras vulcânicas negras e a cor escarlate das águas formam um espetáculo de extrema beleza. Passamos pela cratera de um vulcão extinto, tão profundo que não dá para imaginar.
De volta a Santiago ainda tivemos tempo para apenas mais uma excursão, ao Vale Nevado, uma estação de esqui com 3500 m de altitude e ainda tivemos tempo de brincar com a neve, já um pouco barrenta nas bases da montanha, mas ainda bela à medida que se subia. Almoçamos num hotel 5 estrelas num clima de inverno e de montanha, embora não tenhamos tido a necessidade de um agasalho pois o sol aquecia do lado de fora e imensa lareira aquecia o lado de dentro do restaurante. Bela viagem, diferente de tudo que poderíamos imaginar.